Clipping

  • EM Brasil’s LTCC technology roadshow was at IPT (Institute for Technological Research) in the USP Campus (University of São Paulo) last Friday. The event, organized by Professor Mário Ricardo Gongora Rubio, was a great success bringing together 60 professionals from multidisciplinary fields. We are grateful to Professor Gongora, Professora Luciana and all of the participants and organizers, who made this event truly special.

     

    Please note the next two LTCC events of CSEM Brasil in the following weeks:

    1. 10th of September: SENAI São Paulo (National Service for Industrial Training)

    2. October (exact dates to be defined): CERTI Foundation in Florianópolis with the participation of ACATE and CELTA (two major incubators of the State of Santa Catarina). 

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  • O CSEM Brasil está sempre investindo em seus talentos. Na semana passada, Hansu Birol participou do Seminário da DuPont sobre a tecnologia de filmes espessos e teve uma experiência gratificante.

  • O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, visitou nossas instalações.

  • O CSEM Brasil recebeu no 46º Simpósio Internacional de Microeletrônica (IMAPS 2013), que aconteceu nos dias 30 de Setembro a 03 de Outubro de 2013 em Orlando, o certificado de “Best of Session” pelo seu Projeto de Sensor de Umidade sem fio.

    O IMAPS (International Microelectronics And Packaging Society) busca reunir toda a cadeia produtiva de microeletrônica e é a maior sociedade dedicada ao avanço e crescimento da microeletrônica. O CSEM Brasil foi premiado pelo sensor especialmente desenvolvido para o mercado nacional com ênfase em terras produtoras mineiras com medições sem fio e em tempo real.


    O CSEM Brasil está construindo de forma pioneira no Brasil uma plataforma única e uma das mais avançadas do mundo, baseada em microssistemas cerâmicos. Esta tecnologia é mundialmente conhecida como LTCC (Low Temperature Co-fired Ceramics) e representa grande potencial de inovação para a indústria nacional, capacitando o Brasil a competir em setores estratégicos como óleo e gás, mineração, aeroespacial, automotivo, comunicações e defesa.


    A tecnologia LTCC apresenta vários benefícios, tais como:
    • Resistência à oxidação e à umidade, sendo ideal para ambientes hostis.
    • Alta capacidade de miniaturização.
    • Baixa temperatura de queima, em comparado aos sistemas tradicionais.
    • Substrato estável e altamente confiável, por manter as características elétrica, física e química por longo período de tempo.
    • Excelente plataforma para a integração de componentes ativos.

  • BRASIL INICIA PRODUÇÃO DE PAINEL SOLAR ECOLÓGICO

    Instalado em BH, CSEM coloca o país na elite mundial da eletrônica orgânica com sistema fotovoltaico de plástico

    Um grande passo para o melhor aproveitamento das energias renováveis foi dado pelo Csem Brasil ao anunciar a capacidade de produção de células fotovoltaicas orgânicas (OPV), que têm aplicações diversas, incluindo a captação de energia solar reduzindo custo da energia em localidades remotas. Esta tecnologia poderá beneficiar mais de 1 milhão de lares brasileiros que, segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ainda não têm eletricidade. Governos, empresas de energia e prefeituras são alguns dos potenciais clientes do Csem Brasil, resultado da associação entre a gestora de capitais brasileira, FIR Capital, e do Centre Suisse d’lectronique e Microtechnique, Csem S/A.

    Para Chegar nesse estágio, o Csem Brasil já investiu mais de R$20 milhões (valor que deve ser duplicado até 2014) e reuniu profissionais e cientistas brasileiros e de dez outros países, hoje trabalhando na infraestrutura recém-construída na Cidade da Ciência e do Conhecimento, em Belo Horizonte. O Csem Brasil pretende realizar instalações piloto ainda neste ano.

    Ao investir no desenvolvimento de células fotovoltaicas orgânicas, o Csem Brasil insere o país em um mercado que deve exceder, nos próximos 10 anos, R$ 1 bilhão no Brasil e 18 bilhões de euros no mundo. Os filmes de OPV representam uma mudança de paradigma na captação de energia solar, por serem transparentes e flexíveis e por utilizar materiais ecológicos e com capacidades múltiplas de geração de eletricidade em aplicações até então não possíveis.

    Ao contrário das células de silício, os dispositivos orgânicos, feitos com polímeros e plásticos, são leves, e transparentes, de fácil transporte e instalação. Eles permitem a utilização mais limpa e ampla da energia solar para a geração de eletricidade, podendo ser aplicados no revestimento de estruturas, fachadas, janelas, dispositivos eletrônicos como celulares, mouses e teclados sem fio, e até mesmo veicúlos. Os dispositivos se apresentam como uma solução de excelente custo benefício para residências em localidades remotas, ainda sem eletricidade, por ter menor custo de instalação e transporte, que pode representar até 70% do custo total dos sistemas fotovoltaicos tradicionais.

    “O desenvolvimento e produção dessas células no Brasil representam um marco importante para a criação no país de uma cadeia de valor para energia solar, competitiva em escala global, reunindo formação de pessoal, tecnologia de próxima geração e matérias-primas locais”, declara o CEO do Csem Brasil, Tiago Alves.

    PRODUÇÃO – Tanto a fabricação, que utiliza a impressão em rolos “roll to roll”, quanto os materiais empregados nas células orgânicas representam uma notável redução de impacto ambiental quando comparados ao das células tradicionais. A energia utilizada em sua produção é aproximadamente 20 vezes menor do que a energia empregada na produção dos painéis de silício, sendo considerada uma opção mais verde para o reaproveitamento da energia solar.

    “ Temos a vantagem competitiva de estar no Brasil, com muito sol e uma matriz energética complementar, mas que ainda não cobre 100% da população. Além disso, estamos confiantes em nossas parcerias globais e com o time de excelência montado com doutores e profissionais líderes em suas áreas de atuação”, afirma o Chief Technology Officer do Csem Brasil, James Buntaine. Ele é pioneiro na indístria de eletrônica orgânica impressa, Olds (Orgânic Light Emitting Diodes) e OPVs (Organic Photovoltaics), com mais de 30 anos de exextência como executivo em multinacionais que se tornaram ícones do setor.

    No ano passado, utilizando as mesmas técnicas de Eletrônica Impressa Roll-to_Roll, o Csem Brasil produziu, também pela primeira vez na América Latina, dispositivos de iluminação eletroluminescentes, finos leves e flexíveis, lançando a linha de produtos Lume (www.lumebrasil.com.br). Tendo fabricado uma das primeiras células orgânicas e impressas R2R do mundo, o Csem Brasil está agora aprimorando o processo de scale-up para fabricação e comercialização em alto volume para consolidar a posição do Brasil no mercado global. O Csem Brasil realiza esse trabalho com seus parceiros de mercado, tecnologia e fomento.

    De acordo com a Frost & Sullivan, a eletrônica impressa representa a segunda onda da indústria de semicondutores, ampliando o uso e reduzindo significativamente custos e tempo de produção. Complementar à eletrônica tradicional, baseada no silício, já se tornou um mercado de enorme importância, em rápida evolução, do qual o Brasil ainda pode participar em posição de liderança.

    O Centro de Inovações Csem Brasil e as atividades desenvolvidas por suas divisões de “Eletrônica Orgânicae Impressa” e de Cerâmica LTCC e Micro Sistemas” contam com o apoio da Fapemig BNDES e Finep.

     

  • Alta tecnologia mineira é destaque na coleção de Ronaldo Fraga na SPFW.

    Coleção apresenta lançamento da linha LUME de iluminação impressa, desenvolvida pelo CSEM Brasil comapoio da Fapemig. Aplicações em eletrônica impressa chegam às passarelas mostrando a competitividade no segmento. 

    Desde o início, a tecnologia é aliada da moda na busca por diferencial e identidade. Retornando às passarelas,Ronaldo Fraga promove a ligação entre moda e tecnologia de ponta desenvolvida no Brasil, a partir da aplicação de lâmpadas eletroluminescentes nas peças desfiladas na 33ª edição do São Paulo Fashion Week. O material utilizado pelo estilista foi desenvolvido pelo Centro de Inovações CSEM Brasil, único local da América Latina onde esses dispositivos podem ser preparados em lâminas de grande comprimento e em volume, utilizando a tecnologia eletrônica orgânica impressa por rolos (roll to roll). As fitas LUME podem ser utilizadas em inúmeras situações incluindo displays de eletrônicos como relógios, interiores de aviões e automóveis, placas comerciais e projetos de decoração.  

  • CSEM DESENVOLVE TRABALHO INÉDITO EM MINAS GERAIS 

    Brasil inicia produção de painel solar ecológico - Foco é no desenvolvimento de nanotecnologias

    Inovação em tecnologia é o foco da CSEM Brasil, centro privado de pesquisa aplicada sem fins lucrativos com sede em Belo Horizonte. A empresa é a única da América Latina a realizar pesquisas na área de micro e nanotecnologias voltadas para a indústrias. A parceria com o governo de Minas Gerais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) permitiu a implantação de plataformas tecnológicas baseadas em um modelo suíço de cooperação de inovação.

    Segundo o diretor presidente, Tiago Maranhão Alves, o centro de pesquisa surgiu em 2008 devido à necessidade de desenvolvimento de tecnologias inovadoras dentro do país. “Há poucos anos, o Brasil passou por alguns gargalos em setores estratégicos da indústria, com dificuldades em conseguir produtos tecnológicos”, comenta. A iniciativa do governo de Minas uniu o modelo de cooperação da empresa suíça Csem SA (Centre Suisse d’Electronique de Microtechnique) e o expertise da FIR Capital, companhia de capital empreendedor.

    A CSEM Brasil tem como objetivo servir como uma ponte entre o conhecimento e as indústrias e está baseada em duas plataformas. A primeira, em microtecnologia, desenvolve microssistemas e sensores avançados para ambientes hostis e miniaturalização, e recebeu aporte de R$13 milhões do BNDES para a linha de produção. As soluções desenvolvidas por esta plataforma são relevantes para o setor de petróleo, gás, mineração, automotivo, comunicação e aeronáutico.

    UMA PARCERIA DO GOVERNO DE MINAS E O IMPERIAL COLLEGE LONDON, DA INGLATERRA, GEROU APORTE DE R$ 7 MILHÕES NA CSEM

    “Criamos sistemas capazes de suportar a vibração de uma turbina de avião”, explica.

    Já na área de nanotecnologia, a empresa atua no setor de infraestrutura para pesquisa, projeto e fabricação de dispositivos em eletrônica orgânica e impressa. Uma parceria do governo de Minas e o Imperial College London, da Inglaterra, gerou aporte de R$7 milhões para este setor da Csem. Entre os projetos realizados pela empresa está a criação de painéis de energia solar impressos em plástico, o que torna seu uso mais barato.”Ele é leve, flexível e de facíl distribuição. Com o baixo preço ele pode ser encaminhado para comunidades carentes, como o Norte de Minas, onde a maioria dos moradores não está conectado à rede elétrica”, explica o diretor presidente.

    Exclusividade – A única linha piloto de produção da América Latina em eletrônica orgânica da Csem Brasil está localizada na Cidade de Ciência e Conhecimento do governo estadual, no Horto, região Leste de Belo Horizonte. A empresa conta, ainda, com um escritório no Funcionários, na região Centro-Sul, e emprega 20 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros. “Temos parcerias com centros de pesquisa nacionais e internacionais para o desenvolvimento e a transferência de tecnologias. Buscamos mesclar o conhecimento interno com o que tem melhor fora do Brasil para termos abrangência global”, diz.

    O modelo de negócio com o foco em encomendas tecnológicas é sem fim lucrativo, o que significa que todo o lucro arrecadado pelo centro é investido em pesquisa própria. “Funcionamos com um terço de investimentos provido do governo local, outro um terço de órgão de fomento à pesquisa e o restante pelo próprio mercado”, explica. A CSEM Brasil está em processo de negociação com o governo federal para ampliação da atuação na capital mineira, mas os detalhes não puderam ser divulgados.

     

  • BH ATRAI POLO DE ALTA TECNOLOGIA

    Município busca indústrias desse setor, principalmente de mineração e siderurgia

    Belo Horizonte quer se tornar um polo desenvolmentista da cadeia de empresas de alta tecnologia. Para isso, a Prefeitura da Capital (PBH) vem investindo na atração de indústrias do setor, principalmente as voltadas para os segmentos de mineração e siderurgia. Nos últimos anos, pelo menos oito grupos multinacionais se instalaram na cidade e a administração municipal negocia a vinda de pelo maais duas, que deverão ser anunciadas em breve. As informações são do vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho.

    Segundo ele, que não quis divlgar o nome das empresas que pediram sigilo durante as negociações, Belo Horizonte já pode ser considerada um polo de inteligência por comportar grandes grupos empresariais de tecnologia avançada, como empresas de biotecnologia e tecnologia da informação (TI).

    Belo Horizonte já pode ser considerada um polo de inteligência por comportar grandes grupos empresariais de tecnologia avançada

    “Estamos trabalhando para ampliar isso a cada dia mais, para nos tornarmos fornecedores de mão de obra extremamente qualificada, colocando Belo Horizonte como exportadora de profissionais com alto nível de excelência”, afirmou Carvalho.

    Ele citou exemplos de sucesso que já atuam na cidade, como Paul Wurth (Luxemburgo), a Siemens-Voest-Alpine (Áustria), a Takraf (Alemanha), a Sandivik (Suécia), a Outotec (Finlância), a Man-Ferrostaal (Alemanha), a Centroprojekt (República Theca) e a Kuttner (Alemanha). “Essas empresas contrataram engenheiros altamente qualificados e vêm formando tantos outros”,disse. Estima-se que o setor empregue hoje cerca de 2 mil profissionais. De acordo com Carvalho, atualmente é possível se instalar no Brasil praticamente uma siderúrgica completa. E as empresas de tecnologia muitas vezes contratam fabricantes mineiros para produzir os equipamentos sob sua engenharia, gerando alto valor agregado e muitos postos de trabalho indiretos.

    O BH-Tec, que ainda está sendo construído na região da Pampulha, também é um dos projetos da PBH

    Mas a grande questão, segundo Carvalho, é que Belo Horizonte não tem mais como receber grandes indústrias por falta de terrenos para isso. Esse tipo de empresa não demanda grandes espaços, mas garante a geração de empregos de alto valor agregado”, ressaltou. Em fevereiro, conforme o vice-prefeito, a Prefeitura irá criar uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico para cuidar especificamente da atração de novos investimentos para o município.

    “Para o prefeito Marcio Lacerda, isso é de extrema importância até mesmo pelo fato de ele ter sido secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e também por vir de um setor de tecnologia”, observou.

    BH-Tec – O Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), que está sendo construído na região da Pampulha, também é um dos projetos da PBH, em parceria com o governo do Estado, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outros, que vislumbra o desenvolvimento de empresas de base tecnológicas na Capital.

    No local, estão sendo selecionadas empresas e empreendimentos de ciência e tecnologia voltados para a produção de bens e serviços tecnológicos, a serem instalados no edifício institucional do parque tecnológico. O edital de convocação das empresas interessadas terminou na semana passada, mas ainda não foi divulgado o resultado.

    FAPEMIG: ACORDO COM O CSEM

    O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), assinou um termo de cooperação técnica com aporte de R$7 milhões com o Centro de Inovações Csem Brasil. Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de um projeto de eletrônnica orgânica e impressa.

    O Chief Executive Officer (CEO) do Csem Brasil, Tiago Maranhão Alves, explicou que essa nova tecnologia conjuga materiais orgânicos, como polímeros, com técnicas de impressão para a produção eletrônica de baixo custo. Segundo ele, o foco do projeto será no desenvolvimento de dispositivos simples (como sensores e antenas) e painéis fotovoltaicos (para geração de energia limpa).

    “Este é um mercado amplo com grandes brechas que pretendemos preencher, inclusive no que diz respeito à propriedade intelectual. Detendo esse conhecimento, pretendemos atrair grandes empresas para Minas Gerais, pois toda a expertise desta tecnologia estará concentrada aqui”, afirmou Alves. Também foi assinado um memorando de entendimento para cooperação científica entre o Csem Brasil, junto com a Fapemig, com o Imperial College London, principal centro de referencial internacional no estudo e desenvolvimento desta tecnologia.

    De acordo com Alves, o mercado de eletrônica orgânica e impressa é novo em todo o mundo e o projeto mineiro é o primeiro no país a investir no setor. “Juntamente com o governo de Minas, enxergamos o potencial da tecnologia para o Estado e para o Brasil, iniciando os investimentos ainda em tempo de nos beneficiarmos deste mercado nos próximos anos”, observou.

    Mercado – Conforme informações do Csem Brasil o mercado de eletrônica orgânica e impressa movimenta hoje cerca de R$ 5 bilhões em todo o mundo. Até o final desta década as expectativas são de que esse volume cresça, totalizando R$100 bilhões. Somente o mercado nacional tem perspectiva de movimentar R$800 milhões já em 2015.

    O diretor de projetos do Csem Brasil, Luiz Otávio Siqueira César, ressaltou que o projeto busca, além de atrair novas empresas, o que fomentaria a economia mineira, agregar valor àquela já existente.

    “Com a tecnologia que está sendo proposta é possível, por exemplo ao invés de rastrear um lote inteiro de carne colocar um sensor em cada embalagem, o que incrementaria em, pelo menos, 30% o valor do produto no mercado externo”, avaliou César. Ele explicou que a eletrônica orgânica e impressa tem valor consideravelmente inferior à tradicional, feita a partir de silício. “Enquanto uma indústria que produz eletrônica a partir do silício demanda aporte de aproximadamente R$ 5 bilhões para ser construída, uma de eletrônica orgânica e impressa irá demandar um valor aproximado de R$100 milhões”, comparou César.

    Além dos investimentos iniciais serem mais baixos, o valor do produto final também é inferior. “ É inviável dentro do cenário econômico brasileiro colocar um sensor de silício em cada embalagem de carne, o que seria possível com os novos sensores que serão desenvolvidos que possuem preços mais acessíveis”. Completou o diretor de projetos da Csem Brasil.

    O CEO Csem Brasil, Tiago Alves (esq.), formaliza o convênio com a Fapemig

    Ele lembrou ainda que a eletrônica orgânica e impressa pode ser desenvolvida em materiais diversos, como papel e o plástico, o que tornaria os sensores, as antenas e até mesmo os painéis fotovoltaicos maleáveis. “Com isso, uma embalagem de remédio poderá conter um sensor que informe sua data de fabricação, de validade, posologia, entre outras coisas, no seu próprio rótulo, sem que seja possível a falsificação”, afirmou César. Mesmo com todos esses fatores, César ressaltou que nova tecnologia não chega para substituir a eletrônica tradicional. “São aplicações diferentes e cada uma terá seu espaço no mercado”, afirmou.

    Para desenvolver a nova tecnologia um laboratório dentro do próprio Csem Brasil está sendo utilizado. “Parcerias com centros de pesquisas e universidades também estão sendo firmadas para esse processo, não será necessária a construção de um espaço”, informou César.

    O Csem Brasil foi criado em 2007 pelo Csem S/A da Suiça e a FIR Capital, com o apoio do governo mineiro, para fornecer soluções tecnológicas inovadoras ao mercado, utilizando plataformas e experiências dos sócios, e desenvolvimentos em parceria com universidades e centros de pesquisas brasileiros e estrangeiros.

    A instituição, que não possui fins lucrativos, desenvolve tecnologias, transformando pesquisas em produtos com alto valor agregado nas áreas de nano e microtecnologias, sensores e sistemas. Atualmente, cerca de 20 pessoas fazem parte do quadro de funcionários do Csem Brasil.

  • COM CHIP ORGÂNICO, BRASIL GANHA CHANCE EM SEMICONDUTORES

    Inovação Compostos baseados em carbono substituiem silício e cobre na produção de componentes eletrônicos 

    O Brasil perdeu oportunidades recentes de ter sua própria indústria de semicondutores. Mas uma nova chance de o país ganhar espaço nesse mercado parece surgir com os avanços em uma área ainda pouco conhecida da tecnologia: a eletrônica orgânica. A técnica usa compostos de moléculas baseadas em carbono no lugar de elementos como silício e cobre na fabricação de componentes.

    Por usar material comum, como flúor e enxofre, a eletrônica orgânica demanda investimentos mais baixos. “Com U$$ 100 mil já é possivel montar uma fábrica”, diz o professor Roberto Mendonça Faria, coordenador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos. Uma fábrica de chip de silício custa cerca de U$$ 3 bilhões.

    A fábrica de componentes orgânicos também dispensa investimentos maciços na montagem de áreas livres de impureza, as chamadas salas limpas, e de sistemas de vácuo. “A eletrônica orgânica será a grande indústria do século XXI. Precisamos embarcar nessa viagem agora”, diz Faria.

    O mercado de dispositivos eletrônicos orgânicos movimenta anualmente R$5 bilhões no mundo e pode chegar a R$600 bilhões em 15 anos, conforme dados da consultoria IDTechEx.

    No mercado brasileiro, o potencial é de atingir R$ 18 bilhões ao ano no mesmo período.

    Em seu estágio atual, a tecnologia não pode ser aplicada à fabricação dos processadores centrais de celulares e computadores – dois dos tipos mais comuns de chips. A tecnologia já pode, no entanto, substituir a eletrônica tradicional em material semicondutor usado na fabricação de sensores, telas flexíveis, painéis para captação de energia solar, lâmpadas e etiquetas inteligentes.

    “As embalagens de remédio podem ter circuitos que mudam de cor para indicar quando o medicamento passa da data de validade”, exemplifica Faria. Cartões inteligentes e papel eletrônico são outras possibilidades. Só no Ineo existem mais de 30 grupos de pesquisa estudando aplicações e conceitos científicos relacionados à eletrônica orgânica.

    A tecnologia já é usada por fabricantes de celulares na área de telas; empresas como Sony e Samsung também adotam o material na fabricação de aparelhos de TV e monitores ultrafinos. O novo console portátil da Sony, lançado ontem, chegará ao mercado com uma tela OLED, uma espécie de LCD que consume menos energia e se baseia na eletrônica orgânica.

    No Brasil, algumas empresas começam a investir na área. No início da semana, a Csem Brasil – instituição privada sem fins lucrativos criada pela suiça CSEM S.A e pela empresa de participações FIR Capital – assinou com o governo de Minas Gerais e a Fundação de Amparoà Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) um termo de cooperação técnica, com aporte de R$ 7 milhões, para desenvolver produtos com eletrônica rgânica. A intituição também firmou com a Fapemig um memorando de entendimento para cooperação científica com o Imperial College London, principal centro de referência da área. O executivo-chefe da Csem Brasil, Tiago Maranhão Alves, diz que a empresa focará o desenvolvimento de etiquetas com sensores de identificação por radiofrequência (RFID) e células fotovoltaicas (que convertem luz em energia elétrica). O plano é iniciar a produção desses itens no prazo de um ano e instalar uma fábrica de chip eletrônico orgânico, o que exigirá investimento de R$100 milhões. Ele diz que o composto usado para a produção desses itens poderia ser fornecido por empresas que já atuam no país, como a Braskem. Por meio de sua assessoria, a Braskem informou que acompanha o desenvolvimento da tecnologia.

    Devido ao custo reduzido, Alves diz acreditar que a tecnologia atrairá o interesse de investidores para a instalação da fábrica. “Desde a década de 70 corremos atrás do mercado de semicondutores. A eletrônica orgânica é o próximo trem que não podemos perder”. A holandesa PHILIPS também iniciou um projeto no Brasil recentemente. Em novembro, anunciou parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para trazer ao Brasil parte do desenvolvimento da tecnologia OLED. O diretor da tecnologia e sustentabilidade da PHILIPS, Walter Duran, diz que as lâmpadas de OLED disponíveis atualmente são pequenas e, portanto, têm aplicação limitada. O projeto visa desenvolver lâmpadas maiores, que permitam criar painéis destinados a ambientes residenciais. Um exemplo seria um vidro para janela capaz de armazenar energia solar e iluminar um cômodo à noite. A Philips planeja iniciar a produção de luminárias com a tecnologia em 2013. No início da década  passada, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também  usou a eletrônica orgânica para criar a língua eletrõnica, equipamento que identifica os sabores de alimentos e bebidas.

    Tiago Alves, da Csem Brasil: meta de iniciar a produção de etiquetas inteligentes e painéis em um ano.

    Desenvolvimentoda cadeia produtiva é lento

    A formação da cadeia produtiva de semicondutores no Brasil avança a passos lentos. O único projeto de fábrica de chip existente é do Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa de capital misto vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Criada em 2008, a Ceitec já recebeu R$500 milhões em aportes, mais ainda não iniciou a produção, que deveria ter início em 2009.

    O prazo foi postergado para 2012. Procurada pelo Valor, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que já finalizou contratos para instalação e a finalização da reforma de equipamentos. Até outubro, deve iniciar a operação na fábrica, sediada em Porto Alegre. A expectativa é de que a fábrica comece a produzir a partir do ano que vem, com capacidade para 100 milhões de chips ao ano. Outras propostas foram anunciadas, mas não chegaram à etapa de produção. A brasileira Altus, de São Leopoldo (RS), anunciou em 2010 parceria com a sul-coreana Hana Micron, para a instalação de uma fábrica de chip no país em 2011, com investimento de US$ 200 milhões – parte do chip será fabricada no exterior.

    Em dezembro, a Semp Toshiba anunciou com a japonesa Toshiba e o Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun um memorando de entendimentos para a criação de designer house(empresa que cria projetos de chip) no Brasil, com aporte de US$ 4 milhões. Existem no país 20 empresas dedicadas à criação de semicondutores. (C.BeG.B)

    Trocando em miúdos 

    Diferentemente da eletrônica tradicional, os componentes fabricados no processo de eletrônica orgânica não começam a ser desenvolvidos em fábricas, ou linhas de produção, mas em laboratórios. Químicos orgânicos criam compostos com moléculas baseados em carbono, principal componente da vida no planeta Terra. Essas moléculas têm comportamento similar ao dos circuitos feitos com silício e cobre: boa capacidade para conduzir eletricidade e elétrons que possam ser controlados por meio de impulsos elétricos. O produto desse processo é um pó, depois dissolvido em um solvente como o tolueno, ou o clorofórmio. O líquido é aplicado em surpefície como o vidro, equipada com um condutor de corrente, um eletrodo. Quando o solvente seca, o resultado é uma película muito fina que pode ser usada na fabricação de telas de TV, embalagens, Tratamento de radioterapia, entre outros. As primeiras teorias sobre a eletrônica orgânica foram escritas nos anos 50.

  • MINAS GERAIS BUSCA ALTERNATIVAS PARA O USO DO SILÍCIO 

    Quando Minas Gerais exporta frutas para Europa sem informações da chamada "rastreabilidade do produto", como por exemplo, onde ela foi plantada, o preço da mercadoria cai em relação ao concorrente de outros países que conseguem apresentar o mecanismo. Mas esse problema pode acabar quando uma etiqueta inteligente for criada para que as informações possam ser "lidas" automaticamente. Esse é apenas um exemplo do que a tecnologia eletrônica orgânica impressa pode fazer.

    O primeiro passo para que chegue em Minas essa inovação tecnológica foi dada ontem, em assinatura do centro de inovações Csem Brasil com o governo do Estado , por meio da secretaria de Estado de Ciência, tecnologia e ensino superior, e fundação de Amparo á pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), um termo de cooperação técnica com recursos do estado de R$ 7 milhões.

    O diretor de projetos e tecnologia do Csem, Luiz Otávio Siqueira Cesár, informou que uma etiqueta inteligente feita com silício custa certa de R$0,10. "A ideia é que ela passe a custar pelo menos a metade do preço",explicou ele, sobre a modalidade orgânica e impressa.

    Outra aplicação, de acordo com Luiz Otávio, é para a impressão de ingressos para todo tipo de evento e tíquetes para metrô, ônibus e avião. "A forma de usar a eletrõnica é diferente da maneira de usar o silício",disse.

    Atualmente, toda eletrônica do mundo é baseada no silício, um elemento metálico trasnformado em circuitos eletrônicos, que está no telefone, no computador e em chips em geral. " É uma tecnologia que o Brasil está fora, pois fábrica de silício demanda bilhões de dólares. Isso é importado 100%, é uma commodity, e nós dependemos dela para viver e não fabricamos nada", explicou o executivo sobre a alternativa da eletrônica orgânica e impressa.

    "O que surgiu agora é que é uma tecnologia baseada em componentes orgânicos que têm átomos de carbono (compostos naturais) que podem fabricar circuitos mais baratos que o silício", afirmou.

  • R$ 7 MI EM TECNOLOGIA

    Desde o último trimestre do ano passado, o governo de Minas tem intensificado seus esforços para atrair novos centeos de pesquisa (P&D) ao estado por meio do programa Inove em Minas. O projeto anunciado ontem, um termo de cooperação técnica com o centro de inovações Csem Brasil, com aporte de R$ 7 milhões, no entanto, chama a atenção mais especificamente pelo pioneirismo e potencial de mercado que representa. A instituição, que tem sede na Suíça e trouxe para Belo Horizonte seu único escritório no Brasil, investe no desenvolvimento de tecnologias baseadas em eletrônica orgânica e impressa, e tem a cooperação do imperial College London, o centro de referência internacional nesta área.

    Considerada ainda relativamente nova no que se refere á aplicabilidade no mercado, a eletônica orgânica visa a produção de semicondutores a partir de moléculas orgânicas, compostas principalmente de carbono e hidrogênio. A eletrônica convencional, mais usada atualmente, baseia-se em condutores inorgânicos, como silício e cobre, e é considerada cara e de beneficiamento complexo. "Diferentemente da indústria do silício, a eletrônica orgânica não necessita de investimentos da ordem de bilhões para ser desenvolvida de forma competitiva. Significa uma grande oportunidade para o Brasil se destacar no cenário tecnológico internacional, com a consequente geração de novos produtos e empresas", comentou o presidente do conselho do Csem Brasi, Guilherme Emrich.

    O Convênio foi assinado por meio da secretária de Estado de ciência, tecnologia e ensino superiot (Sectes) e a previsão é de que em menos de um ano já estejam sendo comercializados dispositivos eletrônicos mais leves e flexíveis e baratos que os convencionais. De acordo com o secretário adjunto da Sectes Evaldo Vilela, desenvolver tal tecnologia em Minas Gerais de forma pioneira no Brasil representa um atrativo importante para que as empresas de vários setores se instalem no estado, já que as possibilidades de aplicação da eletrônica orgãnica são amplas, vão desde empresas do setor tecnológico, à demandas na área de saúde ou agricultura, por exemplo.

    Para se ter uma idéia, o potencial de mercado mundial da eletrônica orgânica é estimado em R$ 100 bilhões para os próximos 10 anos. "O governo investiu cerca de 40% do aporte anunciado para segurar aqui as oportunidades que serão criadas pela Csem. Ao transformar tecnologia avançada em produtos, ligando a ciência á industria, seguramos a mão de obra qualificada que as nossas universidades estão formando",disse. O secretário Adjunto destacou ainda a importância de tornar mais atuante o ambiente de inovação em Minas. "Se não desenvolvermos nossa própria tecnologia, vamos perecer, exportar produtos de baixo valor agregado e formar postos de trabalho na China", afirmou Evaldo Vilela.

  • CSEM BRASIL TERÁ RECURSOS DO BNDES

    Instituição financeira aprova apoio financeiro direto de R$12,9 milhões

    O Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e social ( BNDES) aprovou ontem o apoio financeiro direto de R$12,9 milhões  para o centro de inovações CSEM Brasil, de Belo Horizonte. Os recursos serão aplicados em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias de monitoramento agrícola, bem como na implantação de um laboratório especializado nas áreas de nanotecnologia,microssistemas e sensores voltados para as indústrias automobilisticas,aeronáutica e semicondutores.

    A operação foi aprovada no âmbito do fundo tecnológico (Funtec) do BNDES e ainda envolve investimentos em capacitação de profissionais. Como contrapartida, o CSEM Brasil vai aportar pouco mais de R$ 1 milhão. Desta forma, o aporte total para a implantação da infraestrutura do laboratório e desenvolvimento das pesquisas totaliza mas de R$14 milhões.

    A gerente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de projetos do CSEM Danielle Moraes, destacou a importãncia do investimento. “Será uma plataforma única no país com foco em pesquisa aplicada na geração de novas tecnologias de monitoramento agrícola. O objetivo é identificar demandas do mercado e gerar produtos que atendam ás necessidades”, afirmou.

    Conforme explicou Danielle Moraes, sem revelar números, o investimento também vai gerar novos postos de trabalho, considerando a alta qualificação exigida pelo projeto. “Já temos uma equipe formada por engenheiros, físicos e gestores tecnológicos que atenderá ao projeto”, disse.

    O sistema que será desenvolvido é destinado á agricultura de precisão e permitirá a integração de sensores a uma rede sem fio de transmissão de dados, distribuíddos ao longo da área monitorada. O projeto possibilitará leituras precisas e automatizadas do comportamento de todos os aspectos físicos do campo e da lavoura, fornecendo dados consolidados ao usuário.

    Custos menores – De acordo com informações do CSEM, o sistema também proporcionará a redução dos custos de produção e o aumento da produtividade da terra, através da diminuição do impacto ambiental causado pelo uso excessivo de fertilizantes e defensivos agrícolas. Além disso, o projeto conta com apoio da universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

    A UFMG vai colaborar na cosntrução e no desing de um sensor multifrequência para aferição de umidade. A Embrapa, por sua vez, vai participar da execução de testes e ensaios em campo.A tecnologia utilizda no projeto também permitirá o uso de soluções diferenciadas de encapsulamento de chips, além da elaboração de sistemas híbridos, que possuem aplicação em diversas indústrias.

     

    O CSEM Brasil foi construido em 2006 e tem objetivo de executar atividades de pesquisa científica e tecnológica aplicada e promover a interface entre mercado e a comunidade científica. O centro utiliza laboratórios e equipamentos existentes nas universidades e centros de pesquisa de suas próprias instalações.

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